terça-feira, 20 de julho de 2010


13-07-2010

AMOR INCONDICIONAL

Meu adorado filho dorme lá no quarto. Seu “ex quarto”, que sempre será seu. Na sua “ex-cama”, que sempre será sua. Às vezes vou lá e fico olhando ele dormir, como fazia quando ele era criança. E a sensação de paz ainda é a mesma. Paz de criança dormindo... Chego perto, faço um afago nos lindos cabelos cacheados, agora compridos, abaixo dos ombros. São macios e cheirosos, sempre. O cheirinho dele ainda é o mesmo, apesar de seus 23 anos. Uma vez na semana ele vem me visitar. E me dar o prazer de vê-lo outra vez dormindo em sua cama, no seu quarto, perto de mim. E só nesta noite especial, é que eu antes de dormir, agradeço a Deus ao invés de pedir que o proteja e abençoe. Agradeço por ele estar ao meu lado, por poder desfrutar da sua companhia, por poder tocá-lo num beijo terno e sentir o perfume da sua presença. Doce presença. Me sinto tão privilegiada que mal posso conter a emoção. Porque esse filho foi muito desejado por mim. Eu quis tê-lo com todas as forças do meu coração e busquei por ele até Deus me presentear com sua chegada. E por ele eu sou capaz de tudo. Toda renúncia é pouco e nada é um sacrifício. Pois o amor é incondicional e prazeroso, como fazer um bem a mim mesma. As preocupações e angústias por seu bem estar e segurança são constantes. Mas não apaga em nada o prazer de saber que ele existe. O medo por sua saúde e ansiedade por suas necessidades são intermináveis, m as em nada muda a alegria de vê-lo sorrir. E este prazer nada supera.
Quando uma mulher decide ter um filho, e faz isso de caso pensado, em sã consciência, ela deve saber que está mudando a sua vida para sempre. Pois está para sempre comprometida, para sempre responsável, para sempre preocupada, para sempre ansiosa e... Para sempre apaixonada.
Mas paixão por filho é diferente. Não exige paixão em troca, não quer presentes nem declarações, mas se elas vierem, noooossa, que felicidade incomparável! Tudo de bom que um filho pode dar para sua mãe, em troca de seu incondicional e sublime amor, é amá-la. Dar a ela, de vez em quando a alegria de sua presença, o presente de seu sorriso e afirmações sutis, porém verdadeiras. Frases simples e despretensiosas, tipo: “Ai, que bom comer a sua saladinha, ninguém faz uma saladinha assim no capricho, como você.” Ou simplesmente: “Mãe, tô com saudade...” Se Deus fez prazer maior para uma mãe, do que ouvir um filho dizer que está com saudades dela, com certeza Ele escondeu de mim.

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