quinta-feira, 29 de julho de 2010




É engraçado, no mapa a cidade de Curitiba parece tão perto do Rio. E no entanto, de ônibus meu filhote levou mais de 12 horas pra chegar lá.
A mim me parece muito mais distante, principalmente porque não consigo falar com o celular dele. A ausência acrescida de distância em kilômetros é terrivelmente dolorida. Principalmente quando se trata da pessoa que a gente mais ama no mundo. Fico aqui sem ter paz, a me fazer perguntas tolas, como se ele ainda fosse um garotinho. "Será que ele jantou?" "Será que lá está muito frio?" Sei que pode parecer ridículo pra qualquer pessoa que nunca foi mãe, ou que é uma daquelas "mães"... Sabe? Aquele tipo de criatura que passa nove meses com um barrigão imenso, deforma o corpo, fica enjoada, sente dor pra parir e põe no mundo um ser indefeso apenas para depois, largar numa lixeira, dentro de um saco plástico...
Na França, uma louca teve oito, eu disse oito filhos e a cada nascimento, sem o menor problema, ela sufocava o recén-nascido e enterrava no quintal de casa.
Pois é... há mães e "mães".
Eu prefiro ser ridícula, apavorada, exagerada, mas deixar bem claro, o meu imenso e incondicional amor pelo meu "garotinho". Um marmanjão de 23 anos e 1,80cm de altura. Não importa, sempre será o meu bebê...
Aaaaaaaaaaaaaaaaaiii que saudade...

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